segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Descritivamente.
Posso ainda, delinear estas nuvens que ao contrário da feição daqueles peões, não tem traços bem feitos. Mas que, por meio delas, pode-se dizer que Deus os fez bem. O muro em que encosto é frio, mas por trazer da noite o brilho sagaz das estrelas. E tenho a certeza que com a rotina diária de um sol bem iluminado, o esquentará como se houvesse atrito entre os dois.
Gosto de descrever. Gosto, pois é assim que espalho certezas de um lirismo mal-acabado, que assim o é por ser infinito. Mas assim como digo que já não sei se o próprio universo é infinito, digo que minha vontade de descrição também não passa por ai.
Não quero saber o que sinto. Não quero ter a possibilidade de descrever o que é para ficar subentendido, para não sofrer a tentação de me declarar. Sentado aqui, vejo como é só o que me preenche que move minha capacidade de descrição. Como se meus sentimentos e a ciência crítica destes, mudassem a minha visão. Mas não quero.
Quero continuar com esta grama que compartilha de seu caminho com um cachorro desatento. E quero principalmente continuar com estas nuvens mal desenhadas. Porque é ai que tenho a certeza de estar confuso... mesmo sabendo que as duas não podem coexistir.
Capítulo III.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Andando de bicicletas.
No começo, logicamente, há de se aprender como que força é necessário colocar nos pedais, dependendo da velocidade que você deseje. Também deve-se escolher o rumo onde haja menos obstáculos, já que o risco de bater é bem maior devido a sua falta de prática em desviar dos mesmos. Os tombos?! Não precisa comentar! O tamanho dos seus ferimentos depende da sua agilidade em prever o tombo. É... isso é possível. Mas o legal mesmo, é sentir o frio na barriga, a falta de coragem em arriscar ir mais rápido e até tentar outras formas de andar.
Após sua prática já bem estruturada, o desafio passa a ser o equilíbrio. Por mais que você tenha treinado no começo, por mais tombos que você tenha tomado, você ainda é suscetível a alguma mudança que tire o seu equilíbrio. E daí em diante, há os perigos da bicicleta. Você se sente tão seguro, com a direção em suas mãos, que começa a achar o passeio meio irrelevante. Teus caminhos parecem dar sempre nas mesmas coisas, sua força é tão precisa que você nem faz questão de mudá-la para ir mais devagar.
Porque ir mais devagar?!
Porque tem certas coisas que só se percebe nesse passeio quando se muda a velocidade, e se mais lento, tem-se mais tempo de observar o que acontece a sua volta, sem largar da bicicleta. O equilíbrio fica mais difícil, claro. Mas se souber conciliar, haverá sempre algo novo, situações novas e seu passeio mais alegre, viciante e... prazer.
Só tem uma coisa que deixa os relacionamentos longe das bicicletas: você não desaprende a andar na "magrela" se ficar muito tempo sem andar. Mas se ficar muito tempo longe desses relacionamentos, há o risco de você ficar grande demais para andar de bicicleta, ou a bicicleta pode ter sofrido mudanças as quais você desconhece, e tudo deixa parecendo que você nunca andou. Por isso que voltar a amar é difícil. Porque tem aquelas coisinhas ruins de aprender a andar de bicicleta... mas tem o lado positivo!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Selos.

1)A primeira música que lhe veio na cabeça agora:
R: O bêbado e o equilibrista - Carla Cristina (não é dela, mas ela melhorou a música!)
2)Uma música pra curtir com a paquera/namorada:
R: Iris - Goo goo Dools
3) Uma música muito romântica (o que se pode dizer de: "seu tema de amor"):
R: Carta - Jota Quest
4) Uma música pra tirar a roupa = strip-tease:
R: The Pill - Paranormal Attack
5) Uma música para uma boa transa (a transa pode até ser ruim, mas a música ótima):
R: Um jazz instrumental qualquer! =X
6) Uma música "I WILL SURVIVE" = hino gay:
R: Nada bate Village People né?! YMC ou Macho Man!
7) Uma música que saiu do lixo / ou pra jogar no lixão:
R: Eu sei que já fez fama, mas... Lágrimas de Crocodilo - João Penca e seus Miquinhos Amestrados
8) Uma música que você ama, mas o DJ insiste em não tocar na balada:
R: Música árabe remixada! É muito massa!
9) Uma música da hora (música que está na moda e você adora!):
R: When love takes over - David Guetta feat. Kelly Rowland
10) A música que você mais gosta em todo mundo:
R: Ihh, sem resposta! É coisa demais.

Segundo bloco de perguntas para o outro selo:

domingo, 6 de setembro de 2009
Filosofrida.
Uma verdade, ou idéia correta só existe mediante a coletividade positiva desta. Ou seja, caso pense que estás correto, necessitas de um outro ponto de vista para comparar-se e auto julgar-se. Caindo assim na dificuldade de coexistência de valores, linhas de pensamento e até mesmo desejos com fundamentos inconscientes.
Ao mesmo tempo que você pensa que está correto, não se baseia no que o outro acha, mas sim, o que está implícito no que você acha que os outros acham. Diretamente, você não tem nenhum respaldo, se não os elogios. Então se percebe que por razões físicas e de caráter cultural, os meros elogios que se tem, ou são sobre as externalidades das pessoas, ou em forma de agradecimento.
Quando você sabe que está fazendo a coisa certa?! Ou que suas idéias são as corretas? Tente uma segunda idéia: fique no senso comum.
Não é a mesma coisa do que pensar na coletividade positiva de idéias, pois ao se encaixar no senso comum, no equilíbrio confortável das idéias, você não enxerga a possibilidade de estas estarem erradas ou corretas pelo simples fato de não ser exigido a tal. Digamos que as poucas pessoas que se auto questionam sobre a veracidade amparada de suas idéias, só as fazem por estarem desfocadas das demais. Eis então, os de extrema.
ATENÇÃO : Antes de entrar em tal ponto, saiba que o ser humano é um ser parcializado: para umas coisas toma certas atitudes que pode não condizer com a linha de lógica.
Há um fato curioso na sociedade como um todo: o que foge ao comum, à rotina, é surpreendente. E isso serve também para o lado do bom e o do ruim. Não se sabe da existência de uma pessoa mais ou menos. Ou ela tem seus adjetivos atrelados a coisas boas ou coisas ruins. Pelo menos em termos de relações sociais. Exemplificando: quando uma pessoa considerada correta faz algo de pequeno cunho negativo, ela é altamente julgada e comentada. Já se uma pessoa considerada não correta comete o mesmo pequeno erro, é comum.
Assim, entramos em um questionamento eterno/efêmero com aparente conclusão. Nunca teremos alguém ao nosso lado todos os dias para dizer elogiar nossos atos ou nossa maneira de pensar. E nunca teremos pessoas totalmente boas ou ruins para comparar e dizer se o que foi feito é correto ou não. E ainda mais, por não sabermos o que fazer com nosso cérebro, ficamos em constante redundância sobre os valores humanos.
E tudo isso porque eu sonhei que meu back era santo.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Sobre relacionamentos.
Não há fórmula para um relacionamento ideal. Isso parte do pressuposto que ninguém é igual a ninguém e por tal fato nunca se saberá se o que dá certo com um é aplicável ao outro. E ainda sabendo da divergência de personalidade, valores e razões de cada ser humano, pode-se também dizer que nenhum relacionamento é igual a outro. Existem aquelas pessoas que necessitam de atenção a toda hora e as outras que se contentam com meia hora de papo. E sem medida, quanto será que pode estragar?!
Na verdade o que estraga é a falta de consciência sobre o que se deve ou não julgar em uma amizade/namoro/semelhantes. A primeira coisa a se lembrar é que, como nada na vida, nenhum relacionamento é 100% e muito menos constante. Existem pessoas pelas quais se daria a vida que mal se veêm em um mês. E existem aquelas que estão em contato todo o dia e que não passam de um sorriso de bar. Sobre ser constante, é inevitável que não se mantenha as mesmas condições durante todo o tempo. Existem fatores externos que nos impossibilitam de sermos sempre os mesmos. E seriamos hipócritas se deixassemos sempre um sorriso no rosto quando a vontade é de ficar quieto.
Mas há algo a se ressaltar: apesar da insconstância de um relacionamento, a essência não muda! O que você sente por uma pessoa raramente vai diminuir em questão de semanas ou até meses. Tudo depende de como esse sentimento foi calcado durante todo o tempo anterior. E depende de você enxergar que ele continua lá, e se você quer que ele valha mais do que o exagero de palavras ou comunicação.
E se quer um conselho, sentimento não dá pra comprar!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Doente por opção.
Por experiência adquirida por uma osmose secreta, sei que só pelo fato de ser doença, não é saudável. Contudo, creio que ao conhecer Nietzsche em seus tempos de depressão ou Alvares de Azavedo ou outro intelectual que tenha decifrado a vida de um jeito estranho aos olhos humanos, os doentes sejamos nós. Explico: mesmo que sós ou em conflito com parte do mundo, essas pessoas elevaram sua intelectualidade a ponto de esta suprir certas necessidades sociológicas. O que é visto pelos psicólogos como doença. Melhor explicitando: para um psicólogo, a aversão a convivência social já é praticamente uma doença. Só que, PORQUE?! Porque é uma vontade incosciente?! E se for vontade, qual o problema em praticá-la?!
A liberdade expressamente dita não deve apenas ficar nos limites do "a minha começa onde a sua termina", esquecendo que há uma liberdade necessária do ser. Prender-se em razões ou premissas sociais por motivo qualquer que seja, de sentimentos à obrigações, faz com que a liberdade do indivíduo seja obstruída. E quando estes mesmos pontos forem descobertos pelo ser, os questionamentos sobre o colocaram a par de suas vontades íntimas. E ao perceber que a sua liberdade pode ser calcada no "sofrimento social" a indagação passará a ser: "É correto?!".
E ainda tem gente que paga pra saber se é correto ou não!
Quanto mais segurança das vontades pessoais, quanto mais ciência e senso crítico sobre os meios de atingir objetivos e busca de intelecto, mais o indíviduo se tornará dono de si mesmo! E terá poder para lidar com os questionadores da mente. Alguns até, que usam a maioria para justificar uma diferença de sentir e pensar minoritária socialmente.
E tenho dito: pensar além do superficial é cabível a qualquer ser humano. Não há necessidade inclusive, de estudar para tal. É só se dar conta da capacidade que qualquer um tem de mudar a si mesmo, nas áreas aparentemente imutáveis, consideradas como valores e essência sentimental.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Meu pote, com validade.
Estes dias me deparei com uma situação contraditória. Ao mesmo tempo em que achavam minhas palavras de amores líricas demais, reclamavam pela falta de falarem de amor no mundo. Alto lá! Concordo que não sou a pessoa mais apta ou hábil para se falar de amor. (E você sabe muito bem disso). Mas então permita-me colocar mais um pouco de futilidade verbal no meu pote de estranhezas:
Quero me apaixonar pelo sexo: o oposto. Não quero que minha paixão seja gerida ou construida tendo como base vulgaridades ou fanatismos sonhados, desejados. Refiro-me à um beijo! Um só! Aquele de bom dia, que foi de boa noite, que é de até semana que vem, de me dá mais um, de te encontro daqui a pouco, de sorvete com batata frita, de te amo! Mas mais do que isso quero minha paixão formada de chatices, de inconformidades, de besteiras, de piadas sem graça... isso pra crescer! Quero também um pouco de sorrisos idiotas (desses que os outros falam e usam cliches do tipo: "Como o amor é lindo"), uma boa relação com a sua família, reciprocidade de sentimentos, adivinhação de pensamentos, admiração... isso pra deliciar!
E para mostrar para os outros, eu quero você! Não como troféu, apesar de achar que se conseguir alguém como você, serei de certa forma, vencedor. Mas para mostrar para os outros que do seu lado, as coisas óbvias são efêmeras! Quero que uma tarde de sol se transforme em uma noite de chuva! Quero que duas palavras sejam suficientes em certa hora, mas que trezentas e trinta e três sejam poucas em outra. Quero que uma briga termine em separação, para poder te mandar flores. E quero te mandar sem precisar de motivos. Quero que você se sinta protegida por mim. E quero me sentir frágil à sua respiração.
Só não me venham com essa de que existem muitas por ai. Nem que seria bom se tivessem mais iguais a você. Eu não suportaria. Bom, para ser igual e em grande número são amigos. Amores, deixem um de cada vez, por favor! Posso parecer egoísta querendo você só para mim. Mas é que para me apaixonar por todas iguais a você, o mundo necessitaria de mais "eus". Só por achar que desse jeito, como é, se encaixando assim, só comigo.
E colocados tais pontos no meu pote de estranhezas, tranformo-o em pote de sonhos e entrego a você como quem oferece um pote de doces, para ser compartilhado. Você pega um, eu outro e desfrutamos do que há por trás de tudo.
"- Quer um?"
Só não se esqueça de fechar o pote. Os pontos/sonhos duram mais quando o pote fica fechado.